Concurso ESAD.CR/Casa Mãe

Concurso ESAD.CR/Casa Mãe

A CASA MÃE

Orientado para o desenvolvimento local, socialmente responsável e dirigido para a comunidade, o projeto Casa Mãe tem como objetivo oferecer uma experiência autêntica e simples onde se possa experimentar a “tranquilidade portuguesa”. Procura oferecer um local acolhedor e inspirador onde se possa ter acesso a produtos locais, quer seja através do mercado de produtos orgânicos a artesanais, quer da experiência de ficar hospedado num dos vários espaços de que dispõe.

O CONCURSO

No âmbito de um concurso promovido pela Casa Mãe, foi pedido aos alunos que desenvolvessem propostas para dois objetos que serão utilizados no espaço do hotel Casa Mãe:

 

  1. Sistema para venda ao ar livre para o Organic Farmers Market.
  2. Assento para interior e exterior.

 

Procurou-se que o alunos interpretassem a identidade e objetivos do hotel Casa Mãe, contribuindo com os seus projetos para uma experiência de tranquilidade, autenticidade e simplicidade que equilibrasse as vivências rurais algarvias com as expectativas de conforto de um hotel contemporâneo.

 

O projeto foi acompanhado pelos professores Sérgio Gonçalves e Renato Bispo, que trabalharam com uma turma de 27 alunos do primeiro ano do Mestrado em Design de Produto, organizados em grupos de 2 a 3 elementos. Foram desenvolvidas 6 propostas de sistema de venda ao ar livre e 7 propostas de assentos para interior e exterior.

 

O desenvolvimento do projeto foi organizado em três fases:

 

1ª fase (29 de Outubro a 13 de Novembro de 2015) – Cada grupo de alunos apresentou pelo menos um conceito de projeto para cada uma das tipologias propostas, procurando interpretar o significado da noção de “tranquilidade portuguesa”, relacionando-a com o património natural e cultural do Algarve. Esta fase terminou com apresentação das propostas a um juri constituído por dois elementos do Hotel casa Mãe e os dois professores da ESAD.CR responsáveis pelo acompanhamento do projeto.

 

2ª fase (19 de Novembro de 2015 a 27 de janeiro de 2016)  Cada grupo de alunos, desenvolveu um protótipo da proposta selecionada pelo júri no final da 1ª fase, otimizando-o de forma a ser resistente, confortável e  fácil de produzir em madeira. Foi realizada uma exposição de resultados na ESAD.CR.

 

3ª fase ( Junho a Julho de 2016) Será realizada uma exposição dos projetos desenvolvidos, no espaço do hotel Casa Mãe, em que ocorrerá uma cerimónia de atribuição de prémios aos dois projetos escolhidos.

 

 

 

 

 

RESULTADOS

ASSENTOS

  1. André Paiva, Filipa Bernardes e Liliana Gouveia

Conjunto composto por um banco baixo, um banco alto e uma cadeira de braços. Foi desenvolvido a partir dos conceito da tranquilidade portuguesa e da experiência de uma vida rural, procurando enfatizar a ideia de artesanato e manualidade ao recorrer a um desenho caracterizado por um certo desequilíbrio e assimetria da forma e à aplicação manual de pintura como acabamento.

 

  1. Hugo Martins, Miguel Ferreira  e Eduardo Vanzeler

Reixa é um banco coletivo que procura associar uma linguagem contemporânea a formas tradicionais, evocando o desenho das reixas algarvias. Uma malha em corda assenta numa estrutura leve de madeira, promove a interação coletiva com base no comportamento elástico que o assento apresenta.

 

  1. Ana Soares e Beatriz Machado

Conjunto de duas cadeiras de baloiço com estrutura dobrável, que facilita a arrumação e transporte. Os dois modelos propostos procuram responder a diferentes posturas dos visitantes do hotel. Os dois modelos propostos, permitem uma postura mais relaxada ou a relação com uma mesa,  procurando responder às necessidades de diferentes espaços do hotel.

 

  1. Joana Costa e Liliana Santos

Banco inspirado na típica cadeira algarvia de Monchique. De pequenas dimensões, permite inúmeras formas de sentar. A “mesa” de apoio torna-se ideal como suporte para copos, computadores portáteis ou um caderno de apontamentos.

 

  1. Milena Galazka, Érico Castro e Marco Ferreira

A  cadeira vai buscar inspiração a aspetos arquitetónicos tipicamente algarvios, como a chaminé. A opção por uma construção simples e alguns detalhes de forma remete para os bancos tradicionais antigos usados em Portugal. A cor branca, aplicada manualmente à trincha, contribui também para uma boa integração do objeto num ambiente rural algarvio.

 

 

  1. Tomás Gonçalves e Nuno Flórido

Uma cadeira de geometria simples, onde o estofo estabelece uma referência visual e sensorial com os  sacos de serapilheira habitualmente usados para transportar e armazenar sementes. Ao ser cheio com e diferentes tipos de semente, a utilização do estofo na cadeira vai invocar memórias do passado, quando era habitual usar estes sacos para sentar.

 

  1. Frederico Ferreira e Raquel Crespo

Bancos de três pernas inspirados nas tradicionais “cadelas” alentejanas construídas a partir de bifurcações de troncos de azinheira. Este projeto procura proporcionar uma experiência de sentar mais baixa, próxima das cadelas originais, facilitando contudo o seu processo produtivo, transporte e comercialização. Os assentos são construídos a partir de secções comuns de troncos de azinho, que ao serem combinadas de diferentes formas originam que cada assento seja único. Os pés amovíveis permitem que o banco seja compactado numa embalagem plana.

 

SISTEMAS DE VENDA

  1. Inês Miravent e Patrícia Barbosa

Lembra as caixas de madeira que se costumavam encontrar nas mercearias e mercados portugueses e a forma como estas eram usadas para mostrar e transportar fruta e vegetais.

Para além de banca, funciona como baú que permite transportar e armazenar facilmente produtos no seu interior. As superfícies laterais podem ser abertas e ajustadas em diferentes ângulos para acomodar as necessidades dos vendedores e possibilitar um espaço amplo de exposição. Os vendedores podem assim destacar-se uns dos outros através da composição escolhida para a abertura das superfícies e/ou pela adição de outros módulos ao conjunto.

O auxílio das rodas permite-lhe realizar pequenos percursos sem dificuldade.

 

  1. Maria Coutinho, Déborah Fontela e João Correia

Banca de venda móvel projetada a pensar na organização, armazenamento e exposição de produtos através de um sistema de gavetas, que possibilitam ao vendedor facilmente dispor os produtos de forma diferenciada. O contacto entre o vendedor e o cliente é incentivado pela incorporação de um espaço para a preparação e degustação dos alimentos vendidos na banca.

 

  1. Joana Costa e Liliana Santos

A banca, constituída por módulos independentes, facilita o transporte e a montagem. A duplicação da área de venda é conseguida pela simples adição de um suporte vertical e de uma plataforma horizontal, facilitando a ampliação do espaço de venda. É ainda possível expor produtos em caixas, que são suportadas por duas traves estruturais colocadas sob as bancadas, aumentando o aproveitamento do espaço disponível.

 

 

 

  1. André Calvão, Cátia Correia e Rafael Sabino

Procurou-se no desenvolvimento desta banca de venda oferecer aos utilizadores uma grande versatilidade expositiva. A superfície de venda é regulável em altura e inclinação, proporcionando uma fácil adaptação às necessidades específicas de cada vendedor.

Para além disso, dispõe de um toldo grande e regulável que proporciona uma área de sombra constante, uma vez que à medida que o sol se movimenta também o toldo pode ser ajustado, salvaguardando os alimentos ou outros objetos em exposição.

Embora apresentando uma dimensão  considerável quando montada, o conjunto das peças desmontadas resume-se a um volume compacto e facilmente transportável.

 

  1. João Sousa

O tabuleiro recria formalmente as antigas padiolas de transporte, adaptando o seu dimensionamento para o transporte e exposição de produtos para  venda no mercado. A montagem é muito facilitada, na medida em que estes tabuleiros simplesmente se pousam sobre dois cavaletes, agilizando o processo de ocupação e libertação do espaço de venda.

 

  1. Milena Galazka, Érico Castro e Marco Ferreira

Banca de venda móvel com zona de arrumação interior que se converte em espaço de exposição de produtos. Na sua construção vai buscar inspiração a elementos arquitetónicos algarvios, como a chaminé ou a cor branca, aplicada manualmente à trincha.

 

 

MAIS INFORMAÇÕES:

www.casa-mae.com

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/uma-casa-mae-no-centro-de-lagos-1725847

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